O Coração Não Prende, Ele Permite
- Leandro Vilaça
- 20 de mar.
- 1 min de leitura

Deixar ir não é abandono é ato de amor elevado.
O coração é o eixo do amor, o centro que pulsa, sente, doa… mas ele não foi feito para aprisionar.
Ele foi feito para acolher e permitir.
Há momentos em que amar é permanecer.
E há momentos em que amar é abrir as mãos, respirar fundo e confiar.
Confiar que o que é verdadeiro permanece em presença.
E o que precisa ir, vai — não por falta de amor, mas por excesso de respeito à vida.
Deixar ir é permitir que o outro exista inteiro.
É compreender que presença não se impõe, se escolhe.
Que vínculo não se sustenta por apego, mas por verdade.
E que o amor que nasce no coração só floresce quando há espaço para ser.
Que tenhamos coragem de amar sem prender.
De sentir sem sufocar.
De deixar ir sem endurecer.
Porque quando o coração entende que amor não é posse,
ele se torna campo fértil de encontros reais,
onde só fica quem faz presença
e só permanece o que vibra na mesma verdade.
Pai Leo de Oxalá




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