Parabéns Terreiro Vovó Chica e Vovô Joãozinho
- Leandro Vilaça
- há 4 dias
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Seis anos de casa aberta… e quando a gente para pra olhar pra trás, percebe que não foi só o tempo que passou — foi a vida que aconteceu aqui dentro.
Foram seis anos de portas abertas, mas principalmente de corações abertos. Um terreiro que, aos poucos, deixou de ser apenas um espaço físico e se transformou em abrigo, em colo, em direção. Aqui, muitos encontraram aquilo que lá fora faltava: família. Daquelas que não se explicam por sangue, mas por encontro, por cuidado, por reconhecimento de alma.
Não foi fácil. Nunca foi. Foram anos de desafios que testaram nossa fé, nossa paciência e, muitas vezes, nossa sanidade. Momentos de dúvida, de cansaço, de vontade de parar… porque quem vive de verdade essa caminhada sabe que não é só luz — é também atravessar as próprias sombras. É lidar com as próprias loucuras, com os próprios limites, com aquilo que a gente nem sabia que carregava.
Mas, ainda assim… a gente ficou.
E ficar fez toda a diferença.
Porque entre uma dificuldade e outra, nasceram risadas que ecoam até hoje. Abraços que curaram mais do que qualquer palavra. Olhares que disseram “você não está sozinho” sem precisar de som. Cada gira, cada reza, cada vela acesa foi também um ato de resistência — de quem escolheu acreditar, mesmo quando tudo parecia incerto.
Seis anos de construção de uma utopia possível. Porque, sim, aqui a gente sonha. Sonha com um mundo mais leve, com relações mais verdadeiras, com uma felicidade que não precisa ser perfeita, mas que seja sentida. Uma felicidade que nasce no simples: no café compartilhado, na comida dividida, na gargalhada espontânea, na energia que se forma quando todo mundo vibra junto.
Esse terreiro é reza… mas também é vida pulsando.
É o choro que vira alívio.
É a dor que encontra acolhimento.
É a dúvida que encontra caminho.
É o silêncio que também fala.
São seis anos de entrega. De quem chegou sem saber e foi aprendendo. De quem caiu e foi levantado. De quem, sem perceber, também virou apoio pra outro alguém. Porque aqui ninguém caminha sozinho — e talvez essa seja a maior verdade que construímos até hoje.
E se hoje somos o que somos, é porque cada pessoa que passou por aqui deixou um pedaço de si. Cada história, cada fé, cada sorriso ajudou a sustentar essa casa de pé.
Seis anos depois, a gente entende: não era só sobre abrir a casa… era sobre abrir caminhos.
E que venham mais anos.
Mais encontros.
Mais desafios, sim — porque eles também nos fazem crescer.
Mas, principalmente, mais momentos que façam tudo isso valer a pena.
Porque no fim… o que fica é isso:
a caminhada, a fé compartilhada e a certeza de que, juntos, a gente construiu algo que vai muito além de um lugar — a gente construiu um lar.
Com lagrimas nos olhos, os seis anos que daria meu sim novamente,
Pai Léo de Oxalá, ou simplesmente Leandro um medium que sonha com a possibilidade de viver dias melhores. Axé




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